APÓS AS FÉRIAS EM IBIZA, ELE VOLTOU!

*Sempre lembrando aos fiéis leitores do site do Rebeldiões, que os erros de ortografia e de coesão são de inteira responsabilidade do idealizador desta coluna.

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Fala galera! Eu sei que vocês estavam com saudades, mas precisava de umas férias, afinal, ninguém é de ferro, né minha gente?!

 

Infelizmente hoje terei que gastar todo meu espaço para falar sobre uma história que comoveu todos os cidadãos de Ilha Grande. Esta história envolve um membro do Rebeldiões: o menino Renan.

 

Renan era um garoto cabeçudo, alegre e serelepe, até esta fatídica viajem para Ilha Grande. Dia 31 de dezembro. Ah! dia 31 de dezembro. Oh! dia 31 de dezembro. Esta data jamais será esquecida por este cidadão. Era para ser uma viajem de alegria. Tudo caminhava bem. Renan foi dirigindo escutando “desliga e vem” e “gamei” do grupo de pagode “Exaltasamba” para “animar-se” e se manter acordado até a cidadezinha remota de Mangaratiba. Alegre, ele previa um ano novo de sucesso, mas Renan não sabia o que o esperava.

 

Vocês conhecem a Lei de Murphy? Renan conhece muito bem. O revés do meliante começou logo em sua chegada ao camping, o Alfa Camping. (Renan se você estiver lendo esse relato se acalme, já passou). Assim que adentrou no que seria o seu “purgatório na terra”, Renan descobriu que teria que dividir a barraca com nada mais, nada menos, do que Rodogordo, ou Rodogool, este mesmo que você está pensando, o ex-atacante, ex-peladeiro e agora sparring de lutadores de Kick Boxing. Renan pensou: “agora estou fudido!”. Não Renan. Você ainda não viu do terço a metade. Isso foi só a cabecinha da pica que iria arrombar sua vida.

 

Tudo bem até aí, Renan tomou seu banho cantarolando “Patati Patatá” e “Superfantástico Amigo” relembrando os tempos em que andava dando cambalhotas nas ruas de Jacarepaguá. As piruetas aconteciam devido à inclinação de sua cabeça. Ela pendia para frente fazendo o garotinho dar uma de Diego Hipólito a cada passo. Renan vestiu suas melhores roupas, colocou suas sandálias, olhou no espelho e falou: “hoje é seu dia de sorte garotão”. Não Renan! Não tenha tanto otimismo. Pense Renan!!!. Não vá para rua nesse dia!!!!. Desculpem amigos… Ainda me pego torcendo para que ele desista dessa aventura.

 

Caminhando pelas ruas da cidade, Renan mal podia parar seus olhos em um ponto fixo. Vendo tantos rabos de saia passando o menino se empolgo e exclamou: “Iupi! Hoje papai vai se dar bem!!!”. Ledo engano. Após horas parado e nenhuma tentativa bem-sucedida, Renan resolveu voltar pela sua barraca. É agora amigos. É chegada a hora mais crítica desse relato. Preparem-se para cada emoção, cada palavra deste que vos escreve. Começa aqui a derrocada de um homem. Renan chega a sua barraca querendo esquecer mais uma das tantas noites de sua vida de derrota e fracasso quando avista Rodolfo. Com um sorriso de “orelha a orelha”, Rodogordo conta-lhe sobre suas peripécias sexuais e faz a seguinte pergunta: “e você Renan? Pegou alguém nesta linda noite enluarada de Ilha Grande”. Renan engole o ar e responde com a sinceridade que lhe é peculiar: “Glub! Não amigo. Não tentei nada”. Rodogool aproveita-se da ingenuidade de seu amigo para caçoar de sua deficiência para com as mulheres. São horas de agonia. Renan é um turbilhão de pensamentos. Ele não sabe se chora. Ele não sabe se volta pra rua para tentar ficar com a dingona que dorme na praça. Por fim, Renan se acovarda. E no alto de sua covardia imagina que vive uma linda história de amor.

 

Nessa história, daquelas que só Don Casmurro ou Eça de Queiros, muito chapados de licor e maconha, conseguem escrever, Renan conhece uma menina que acabou de terminar um namoro, e acredita que ela o quer para o resto de sua vida, isto, logo assim que eles terminam de trocar olhares pela primeira vez. O cabeçudo acha que ela vai largar todos os seus compromissos de mulher solteira para entregar-se a paixão. Não se sabe se Renan fez uso de substancias ilícitas, mas ele realmente acreditou estar num conto de fadas. Após ouvir mais meio milhão de gozações, enfim, Renan pega no sono. Pesadelos rondam sua cabeça. Vozes tiram-lhe o sono. Renan começa a ouvir o doce sussurrar de uma donzela que diz: Renan venha para mim! Renan venha para mim! Meu garanhão! Venha meu Leão do Norte!”. Tomado pelo delírio Renan decide: “voltarei para ti amada. Ouvirei a voz que fala ao meu coração. Me espere grande amor!”

 

No dia seguinte Renan só tem um pensamento na cabeça. Cumprir a promessa que fez por telepatia à sua amada. Todos se preparam para o primeiro dia de praia em Ilha Grande. Renan sabe que este será seu último passeio. Seus amigos se divertem, mas Renan não vê mais graça no paraíso. Renan não vê graça em uma praia bela, límpida e cristalina, banhada por um intenso sol, cheia de peixes coloridos. Ele vê graça no mais esperado acontecimento do ano: o show do “Exaltasamba”, que acontecerá na Fundição, situada na Lapa, lugar lindo, com as paredes banhadas a urina e um cheiro de fezes que só deus sabe. Esse sim é um belo lugar. Mulheres com cabelo alisado, com creme na cabeça. Isso sim faz sentido para Renan. Para que um lugar paradisíaco como Ilha Grande se você pode estar embaixo dos arcos da Lapa escutando canções entusiásticas como todas as do “Exaltasamba” (Nada contra vocês amigos do “Exalta”. Mas suas canções só não são mais deprimentes do que “Beijinho doce” de Donatela e Flora). Renan não tinha olhos para as mulheres. Ele se irritava a cada tentativa de aproximação. Renan só tinha olhos para a “pseudo” Virgem Maria que o esperava no Rio de Janeiro.

 

No caminho de volta, no barco, Renan faz a confissão aos amigos: irá voltar para casa. Nada traria sua alegria de volta. Ele já tinha visto muitas garotas seminuas para conseguir alegrar-se novamente. Interpelado por todos, obviamente indignados com sua decisão, Renan conta porque tem certeza do que fará. Ele diz por que acredita nesse amor. Renan explana que ao beijar sua amada viu que ela tinha um sorriso nos lábios. Não Renan!!!! Não se engane mais uma vez amigo!! Assim eu não vou agüentar!!! Esse sorriso é pelo fato de ela ter descoberto que você tem a língua presa!!! Não se iluda bravo amigo! Mas Renan se iludiu. Sua corrida desesperada para casa será análise de estudos para todas as futuras gerações. Abaixo segue o relato de uma jovem que estava no Alfa Camping nesta fatídica tarde do dia 1º de janeiro.

 

“Vi um menino com as pernas peludas e com a cabeça grande passando como um raio por minha barraca. Ele passou de sunga preta. Pegou algumas coisas e saiu correndo. Será que alguém da família dele morreu? Estou preocupada. Se souberem de alguma notícia me contem, por favor. A propósito, ele deixou essa pasta de dente e este rolo de papel higiênico cair no chão. Vocês podem entregar? Provavelmente ele já se cagou”, R.D.F. (A pessoa preferiu não se identificar com medo da reação de Renan).

Este foi o último relato da aparição do menino Renan. Reza a lenda, contada por pescadores parrudos e truculentos de Ilha Grande, que o inocente Renan foi seduzido por uma sereia, e mergulhou nas profundas águas que banham a bela ilha. Os nativos contam que se você chegar, no calar da madrugada, nas margens do oceano, e se concentrar, olhando bem no horizonte, escutará uma voz ao fundo que diz:

Renaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaannnnn!!!!

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