REBELDIÕES VALENTE E GUERREIRO!

 

        Foi um Domingo especial. Dispostos a qualquer sacrifício para conquistar a Copa CBT, os jogadores do Rebeldiões abdicaram de um dia inteiro ao lado das namoradas, esposas e lanchinhos da madrugada para honrar com muita raça o glorioso manto alviverde.

        Após quase 10 horas de disputa, infelizmente os rebeldes caíram mais uma vez nas semifinais. Todos saíram tristes pelo injusto resultado do último jogo, mas, ao mesmo tempo, ficou o sentimento do “dever cumprido” e que estaremos muito mais fortes para a disputa da Superliga.

       

        Abaixo, uma pequena resenha de cada jogo do Rebeldiões.

                

         A trajetória do Rebeldiões na Copa CBT começou logo contra o time da casa e organizador do torneio, Phoenix. Prevendo dificuldades comuns de qualquer estréia, como a torcida contra e o forte calor que fez na Arena da Bola, os rebeldes se concentraram ao máximo e partiram com tudo para realizar uma grande partida.

        Com excelente toque de bola e disciplina tática, o alviverde não encontrou dificuldades e, com gols do capitão Vini e do meio-campo Léo Rato, abriu 2×0 no placar. Perdido em campo, e quase tomando mais gols, a equipe anfitriã se descontrolou e tentou intimidar os jogadores rebeldes com entradas extremamente grosseiras e de muita violência. Ainda no primeiro tempo, o Phoenix teve um jogador expulso, após o mesmo dar uma cotovelada por trás na nuca do camisa 11 Rodolfo, e outro advertido com o cartão amarelo por ofensas ao árbitro.

        Na volta do intervalo, os donos da casa mesmo jogando com um homem a menos, ainda conseguiram diminuir para 2×1 após um chute que desviou e enganou o arqueiro Baianinho. Mas, demonstrando maturidade, o Rebeldiões não se intimidou e encheu as redes do Phoenix de gols. Biel, Emilliano e Ponzio (2) decretaram a vitória maiúscula do Rebeldiões sobre o violento Phoenix.

        Atordoados, os jogadores do adversário partiram pra violência, principalmente sobre o camisa 12, Ponzio, que sofreu com trombadas, braçadas no rosto e pisões mesmo caído no chão. Tudo isso com a conivência do árbitro que aplicou apenas mais um cartão amarelo.

        Final da bela estréia rebelde, 6×2 para a equipe que desde o começo entrou pra jogar FUTEBOL.

        Após o empate entre Brow e Juventus, o Rebeldiões terminou a primeira rodada na liderança do grupo Alfa precisando apenas de mais uma vitória para conseguir a classificação. E foi com esse pensamento que os rebeldes entrariam em campo para a segunda rodada contra a forte Juventus.

       

 

        Após uma bela macarronada proporcionada pelo presidente Léo Raça e pelo treinador Pudim de Leite Ramos, os jogadores do Rebeldiões foram para a partida bem alimentados e com mais fome de bola para encarar o adversário mais temido da primeira fase.

Determinados a anular as principais armas ofensivas do time da Juventus, o Rebeldiões começou o jogo com a mesma determinação tática imposta nos últimos confrontos contra o rival. A marcação cerrada na defesa e saídas rápidas pelas laterais do campo.

O duelo começou num ritmo muito forte, com a equipe alvinegra tomando a iniciativa e os rebeldes armando um verdadeiro “ferrolho” alviverde. Tanto que o primeiro tempo não teve grandes chances de gol para nenhuma das duas equipes, um fato inédito.

O incrível resultado de 0x0 da primeira etapa deixou todos os presentes curiosos com o que poderia acontecer no segundo tempo. A Juventus, sempre atacando mais, conseguiu abrir o placar após uma sensacional repetição de chutes bloqueados pela defesa alviverde. Depois de um verdadeiro bombardeio contra a meta rebelde, o time alvinegro abriu 1×0. A comemoração dos jogadores foi tão efusiva que parecia uma final de campeonato.

Mas, quem achou que o aguerrido Rebeldiões estava morto, se enganou. Após algumas chances desperdiçadas pelos rebeldes, a Juventus cometeu a sexta falta o que, segundo o regulamento previa, culminou num pênalti a favor do alviverde.

Como diz o celebre frase “Pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube”, o nosso presidente e camisa 8, Léo Raça, não titubeou e com grande categoria empatou o eletrizante jogo em 1×1.

Sem dúvida uma das melhores partidas do torneio e que ainda não estava decidida.

 

 

 

 Mas, quando faltava pouco para acabar, a derrota do Rebeldiões se concretizou.

Após uma roubada de bola, o jogador Buiú saiu cara a cara como goleiro rebelde Baianinho, que não teve outra alternativa a não ser cometer uma penalidade máxima. Pênalti a favor da Juventus, Baianinho fora com o cartão amarelo, um jogador de linha a menos e o capitão Vini improvisado como goleiro.

O Rebeldiões conseguiu segurar a poderosa Juventus durante 29 minutos. Em menos de um minuto, pênalti convertido e, na saída de bola, um chutaço indefensável para o “arqueiro” Vini. Final, 3×1.

Na saída os jogadores do Rebeldiões estavam exaustos e desolados com derrota nos minutos finais. Alguns momentos da partida foram relembrados de forma mais áspera, mas, minutos depois, todo o grupo se uniu e voltou às atenções para a importante partida contra o Brow onde só a vitória interessava.

A partida contra o bom time da Ilha do Governador foi encarada como um “divisor de águas” pelo Rebeldiões. Como só a vitória classificaria o alviverde para as semifinais, perder significaria mais uma eliminação precoce no ano de 2008. Mas, se ganhasse, os rebeldes continuariam vivos para buscar o título que representaria o resgate da honra e a grana que bancaria a festança de fim de ano.

Porém, antes do jogo, um desfalque de última hora. Alegando problemas particulares, o capitão e xerife Vini pediu dispensa da partida. Assim, Doug e Negão formariam a dupla de zaga titular. E o jogo contra o Brow começou bem tenso, com as equipes lutando a todo custo pela posse de bola. Precisando da vitória, os rebeldes tomavam mais a iniciativa de atacar. E num lance despretensioso, Léo Raça cobrou rápido um lateral para Léo Rato abrir o placar. Rebeldiões 1×0.

Com o gol, o alviverde deixou a defesa bem postada e iniciou a tática dos contra-ataques. E o Brow partiu pra cima bombardeando a meta do Rebeldiões. Resumindo a história do jogo: Da metade do primeiro tempo até os cinco minutos finais, a equipe da Ilha atacou de forma impiedosa e os rebeldes seguiam seguros na defesa.

Até que Emiliano partiu pela esquerda e deixou Rodogordo na cara do gol para aumentar o placar a favor do Rebeldiões. O tento foi uma ducha de água fria para o Brow que diminuiu o ritmo e ainda viu o camisa 10, Biel, marcar um golaço decretando a vitória e a classificação do Jacaré alviverde para as semifinais.

Muita festa rebelde com a classificação dramática e o excelente resultado diante de uma boa equipe como a do Brow.

Enfim o momento mais esperado do dia chegou. Depois de uma maratona de jogos, as semifinais estavam decididas. Juventus x The Dons e Blackout x Rebeldiões iriam duelar para ver quem seria o verdadeiro campeão.

 

 

Após o jogaço entre Juve x Dons, onde a partida só foi decidida nos pênaltis a favor dos colorados, o Rebeldiões entrava em campo contra o único representante da organização do torneio.

Bem mais desgastados fisicamente, os rebeldes começaram a partida tentando abrir o placar para jogar com mais tranqüilidade. E o Blackout tentava ganhar as jogadas no maior vigor físico de seus jogadores. O jogo estava bom para os rebeldes até que, numa bobeira geral, o time da casa conseguiu abrir o placar após uma jogada de escanteio. Com o gol sofrido, o Rebeldiões acordou e partiu pra cima atrás do empate. Após lances perigosos para ambos os lados, o primeiro tempo terminou 1×0 para a equipe do Blackout.

No intervalo, todos estavam confiantes de que era possível virar o jogo e conquistar a vaga para final. Tentando aumentar o poder ofensivo e as jogadas aéreas, o treinador Pudim de Leite Ramos colocou Renas Maravilha no ataque. O camisa 7 fazia suas estréia na Copa CBT, já que estava em casa compondo poesias para o mestre Jamelão.

A partir daí, o Rebeldiões controlava totalmente as ações da partida só que a bola teimava em não entrar. Foram duas bolas na trave, chutes passando rente ao gol e belas defesas do goleiro do Blackout que impediram o empate alviverde. Até que veio o lance crucial do jogo.

Numa disputa inteiramente limpa, o árbitro, que até então vinha fazendo um campeonato bastante regular, assinalou uma falta do jogador Gaúcho. O volante rebelde roubou uma bola no ataque e iria cara a cara para o gol do Blackout. Inconformado com a injusta marcação do juiz, Gaúcho perdeu a cabeça e questionou a arbitragem. Para piorar a situação, o jogador recebeu cartão amarelo e ficaria dois minutos fora. A partir daí mais lances estranhos aconteceriam.

A mesa, responsável pela contagem dos dois minutos, segurava ao máximo o atleta rebelde para retornar ao gramado. Sem dúvida, o Rebeldiões jogou mais de 3 minutos com um jogador a menos. E, dentro de campo, o juiz “minava” o time alviverde com faltas seguidas. Quando aconteceu o segundo gol do Blackout, a equipe desanimou frente à diferença de dois gols e ao imenso cansaço físico.

Quando o camisa 12 Ponzio sofreu uma falta, os jogadores rebeldes, assim como o juiz, notaram que era a sexta falta do Blackout. Léo Raça chegou a pegar a bola e colocar na marca do pênalti. Só que a mesa interveio mais uma vez.

Os responsáveis pela contagem das faltas disseram, para desespero do Rebeldiões, que o time alvinegro tinha feito apenas quatro infrações. Aí vieram mais dois gols do Blackout (Um após a “sexta” falta do RBD) e a chance de disputar a final iria por água abaixo. Renas Maravilha ainda descontou para 4×1.

A eliminação rebelde, até certo ponto, foi justa. A equipe do Blackout, que viria a conquistar o título mais tarde, é muito boa e ganhou com méritos. Mas, foi duro de engolir comentários irônicos do tipo “O juiz está apitando direitinho”, “Nós da mesa estamos contando as faltas e só vimos quatro”, “Se ficar reclamando vai ficar mais dois minutos de fora”, “Time de fora não vai ganhar nada aqui”, etc… Isso tudo de pessoas diretamente envolvidas na organização do torneio.

 

 

Enfim, o saldo foi positivo. Uma eliminação precoce acabaria de vez com ânimo dos rebeldes para a disputa da Superliga e o título impulsionaria a equipe para essa incrível disputa que está por vir. Cair nas semifinais, após golear o time da casa, a excelente equipe do Brow e fazer um jogo duríssimo contra a supercampeã Juventus, ficou de bom tamanho e ainda deixou mostras de como é determinante e guerreira essa equipe rebelde.

Ficou provado que o Rebeldiões está mais vivo do que nunca!

 

“Mais unidos do que nós? NUNCA SERÃO!”

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